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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Oração não respondida

Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário

12 de fevereiro de 2012

Oração não respondida

Philip Yancey
Romanos 11:26-36
…assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos… —Isaías 55:9
Números 25–27

O apóstolo Paulo tinha um o desejo incontrolável; que seus compatriotas judeus seguissem o Messias que ele encontrara. Ele afirmou: “Tenho grande tristeza e incessante dor no coração porque eu mesmo desejaria ser […] separado de Cristo, por amor de meus irmãos” (Romanos 9:2-3). Mas seus compatriotas judeus o rejeitavam, e ao Cristo que ele pregava.

Em sua carta, Paulo estabeleceu como ponto central (Romanos 9–11) uma passagem na qual ele lutava abertamente com esta oração não respondida da sua vida. Ele reconheceu um benefício paralelo muito importante desse desenvolvimento angustiante: a rejeição dos judeus por Jesus favoreceu a Sua aceitação pelos gentios. Paulo concluiu que Deus não havia rejeitado os judeus; pelo contrário, eles tinham tido a mesma oportunidade que os gentios. Deus tinha estendido e não limitado Sua aceitação à humanidade.

À medida que Paulo considerava o quadro geral, sua voz se elevava. E em seguida, ocorreu esta manifestação de doxologia: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!” (Romanos 11:33).

Os mistérios não solucionados e as orações não respondidas perdem sua cor se comparados ao do plano de Deus para os tempos. No final, a oração não respondida me coloca face a face com o mistério que silenciou Paulo: a profunda diferença entre a minha perspectiva e a de Deus.

A oração concede forças para caminhar e não desfalecer. —Chambers

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Aliança com meus olhos

Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário

11 de fevereiro de 2012

Aliança com meus olhos

Jennifer Benson Schuldt
Jó 31:1-4
Fiz aliança com meus olhos… —Jó 31:1
Números 21–24

Nosso amigo é um tecnólogo em computação. Certa noite, quando nossa família estava na casa dele, percebi um versículo colado em seu monitor: “Fiz uma aliança com meus olhos…” (Jó 31:1). Evidentemente, ele compreendera o perigo potencial de passar horas a sós à frente de um computador, com fácil acesso a imagens indecentes.

O “versículo-lembrete” de nosso amigo é uma citação do livro de Jó, que continua assim: “…como, pois, os fixaria eu numa donzela?” Como muitos de nós, Jó havia prometido a si mesmo manter-se afastado da concupiscência. Refletindo sobre esse juramento, ele disse: “Ou não vê Deus os meus caminhos e não conta todos os meus passos?” (v.4). A Bíblia nos assegura que Deus o faz (Hebreus 4:13) e que devemos prestar contas a Ele. Por essa razão, os cristãos devem abster-se da imoralidade sexual (1 Tessalonicenses 4:3). Embora algumas pessoas desejem discutir os limites da moralidade, a Bíblia diz: “…qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mateus 5:28).

Se você já fez uma aliança com seus olhos, considere de que maneira as Escrituras podem ajudá-lo a manter esse compromisso. Cole um versículo na tela do seu computador, televisor, ou no painel do seu carro, e lembre-se: “Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação (1 Tessalonicenses 4:7).

Um olhar que se prolonga pode conduzir à luxúria.

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Anti-herói

Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário

10 de fevereiro de 2012

Anti-herói

Cindy Hess Kasper
Gênesis 27:6-23
…o poder se aperfeiçoa na fraqueza. —2 Coríntios 12:9
Números 18–20

Um conhecido ator comentou que gostava de representar personagens anti-heróis em filmes porque as pessoas se identificam melhor com os personagens imperfeitos. A maioria de nós concordaria que é mais fácil compreendermos as pessoas que não são perfeitas porque sabemos que somos imperfeitos.

Na Bíblia, Deus incluiu histórias de pessoas falsas, fracas, não confiáveis e iradas. Tomemos por exemplo Jacó, que enganou seu pai para receber a bênção (Gênesis 27:1-29). Também houve Gideão, que não confiou em Deus a ponto de pedir-lhe uma prova por duas vezes; uma prova de que Ele seria fiel ao que havia prometido (Juízes 6:39). E também Pedro, que, temendo por sua própria segurança, negou até mesmo conhecer seu amigo e Senhor (Marcos 14:66-72).

Todavia, quando lemos o restante das suas histórias, observamos que essas pessoas eram capazes, com a ajuda de Deus, de superar suas deficiências e serem úteis a Ele. Isso acontecia quando dependiam não de si mesmos, mas de Deus.

Exatamente como as pessoas que viveram há milhares de anos, cada um de nós tem imperfeições. No entanto, pela graça de Deus, podemos superá-las aceitando o Seu “…poder [que] se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12:9).

É bom aprender sobre nossas fraquezas se isso nos fizer depender da força de Deus.

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Glorificando a Deus

Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário

9 de fevereiro de 2012

Glorificando a Deus

David C. McCasland
João 21:12-19
[Jesus] disse isto para significar com que gênero de morte Pedro havia de glorificar a Deus… —João 21:19

Números 15–17

Quando somos ativos e fortes, frequentemente, pensamos sobre como podemos glorificar a Deus por meio de nossas vidas. Mas, fico imaginando se não deveríamos também considerar como glorificá-lo por meio de nossa morte.

Após Pedro negar Jesus três vezes (João 18:15-27), o Senhor lhe deu uma oportunidade de reafirmar o seu amor (21:15-17). Três vezes, Jesus perguntou: “Pedro, tu me amas?” e em seguida, numa surpreendente mudança de assunto, Jesus disse: “…quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres. Disse isto para significar com que gênero de morte Pedro havia de glorificar a Deus. Depois de assim falar, acrescentou-lhe: Segue-me” (vv.18-19). Jesus disse a Pedro que outros o levariam para onde ele não queria ir, no entanto, por aquela maneira indesejada de morrer, ele glorificaria a Deus.

Paulo disse ser sua “…ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte” (Filipenses 1:20).

Podemos honrar e glorificar a Deus quando vivemos — e quando morremos.

Você é único — projetado para glorificar a Deus de maneira única.

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Só porque Ele é bom

Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário

8 de fevereiro de 2012

Só porque Ele é bom

Anne Cetas
Salmo 100
Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom… —Salmo 136:1
Números 11–14

Joel e Laura decidiram mudar-se do estado de Washington e voltar para Michigan, EUA. Desejando levar uma última lembrança especial, compraram café em sua loja favorita e foram até a livraria de sua preferência. Lá, compraram dois adesivos com um dos lemas favoritos da cidade da qual se despediam: “É um dia típico de Edmonds.”

Após duas semanas e 4.800 quilômetros, entraram no estado de Michigan. Famintos e desejosos de comemorar sua chegada, pararam para perguntar onde poderiam encontrar um restaurante. Embora tivessem de voltar alguns quilômetros, encontraram um café pequeno e singular. A garçonete, entusiasmada por perceber que eles vinham de seu estado natal, perguntou-lhes de onde vinham. Ao responderem que vinham da cidade de Edmonds, ela lhes disse: “Foi lá que eu nasci!”. Desejoso de compartilhar de sua alegria, Joel buscou um dos adesivos no carro e lhe deu. Surpreendentemente, o adesivo tinha sido comprado na loja da mãe da garçonete! Ele havia passado das mãos de sua mãe às mãos dela após percorrer 4.800 quilômetros.

Mera coincidência? Ou esses acontecimentos foram bons presentes orquestrados por um bom Deus que ama encorajar Seus filhos? O livro de Provérbios nos diz: “Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor…” (20:24). Então, vamos “…bendizer-lhe o nome. Porque o Senhor é bom…” (Salmo 100:4-5).

Todo bom presente provém do Pai.

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Grande é a recompensa

Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário

7 de fevereiro de 2012

Grande é a recompensa

Joe Stowell
Mateus 6:1-6,16-18
…teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. —Mateus 6:4
Números 7–10

Muitas empresas têm programas de pontos que oferecem prêmios aos clientes fiéis. Você pode acumular esses pontos e depois trocá-los por recompensas, utilizando os serviços dessas mesmas empresas; como frequentar alguns restaurantes, hospedar-se em certos hotéis, ou viajar por determinadas empresas aéreas. A escolha de gastar seu dinheiro desta maneira faz muito sentido.

Deus também tem um programa de recompensas. Jesus falou, com frequência, sobre Seu desejo de recompensar-nos por lhe servirmos fielmente. Quando somos perseguidos por causa dele, por exemplo, Ele diz: “Regozijai-vos […] porque é grande o vosso galardão nos céus…” (Mateus 5:12). Diferente do hábito religioso dos fariseus, de dar, orar e jejuar em público, Jesus nos instruiu a fazer estas coisas em oculto, porque “…teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (6:4,6,18). Quando se trata de viver para Jesus, a fidelidade jamais colocará sua vida em situação de perda, não obstante o custo.

Mas, nós não servimos Jesus pelas recompensas. Ao morrer na cruz pelos pecadores, Ele fez por nós muito mais do que merecíamos. Fidelidade a Ele é um ato de adoração que expressa nossa amorosa gratidão por Seu amor por nós. Em retribuição, Jesus se deleita em encorajar-nos com a certeza de que, ao final, Suas recompensas serão maiores que tudo a que tenhamos renunciado por Ele.

Viva para Jesus — não obstante o custo.

O que é feito para Cristo nesta vida será recompensado na vida futura.

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Considere a origem

Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário

6 de fevereiro de 2012

Considere a origem

Bill Crowder
Tiago 1:12-18
Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes… —Tiago 1:17
Números 4–6

Gosto muito de canela: em pães, biscoitos, doces, torradas, frutas e pretzels (pãozinho alemão em forma de nó). A canela é uma daquelas especiarias que dá um sabor melhor aos alimentos. Contudo, nunca me ocorreu pensar sobre a origem da canela. Porém, numa recente viagem ao Sri Lanka, descobri que 90 por cento de toda a canela no mundo provém daquela nação, uma ilha localizada no Oceano Índico. Apesar de apreciar canela há tantos anos, nunca parei para considerar sua origem.

Infelizmente, às vezes meu caminhar com Cristo é assim. Deus me abençoou com uma esposa maravilhosa, cinco filhos e netos impossíveis de serem mais divertidos. Em meio à minha alegria com eles, porém, às vezes não considero a origem dessas bênçãos — o que o hinista denominou “a origem de todas as bênçãos”. Tiago afirmou: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (1:17).

Seríamos muito ingratos se desfrutássemos as ricas bênçãos da vida sem agradecer ao Pai, que é a origem de toda a criação.

Gratidão é uma atitude que honra a Deus.

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Fazendo música

Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário

5 de fevereiro de 2012

Fazendo música

Julie Ackerman Link
1 Coríntios 3:1-17
…enchei-vos do Espírito […] entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais. —Efésios 5:18-19
Números 1–3

Numa adorável noite de verão, uma multidão se reuniu num lindo local ao ar livre para a apresentação de um concerto de um de meus colegas de faculdade. Era o seu aniversário e o mestre de cerimônias sugeriu que cantássemos a canção “Parabéns a você”. Uma a uma, as pessoas começaram a cantar, cada uma em tom e ritmo diferentes. Quando as notas musicais se juntaram às palavras, o resultado não conseguiu ser harmonioso. Nem melódico. Na verdade, era sofrível. Quando o aniversariante subiu ao palco, ele nos deu uma nova oportunidade. Não nos deu o tom, mas um ritmo, para que, ao final, pudéssemos cantar juntos. Ao terminar a canção, a maioria das pessoas cantava num tom bastante próximo.

O ruído que deveria ser uma canção me fez recordar um problema da igreja do primeiro século. Eles não concordavam quanto ao seu líder. Alguns seguiam Paulo; outros Apolo (1 Coríntios 3:4), e isso resultou em conflito e divisão (v.3). Em vez de música, eles estavam fazendo ruído. Quando pessoas não concordam a respeito de um líder, todas cantam (no sentido figurado) no ritmo e tom mais confortáveis para elas.

Para fazer uma linda música que atraia os descrentes a Jesus, todos os cristãos devem seguir o mesmo líder, e esse líder deve ser Cristo.

Manter a unidade com Cristo preserva a harmonia na igreja.

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Seis graus de separação

Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário

4 de fevereiro de 2012

Seis graus de separação

David H. Roper
Isaías 55:8-11
…assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia… —Isaías 55:11
Levítico 24–27

Oitenta anos atrás, o autor húngaro Frigyes Karinthy escreveu o conto Cadeias, no qual propôs que quaisquer dois indivíduos no mundo se conectam através de, no máximo, cinco conhecidos. A tese renasceu recentemente, sendo habitualmente descrita como Seis Graus de Separação. Trata-se de uma teoria não comprovada, é claro. Mas, existe uma dinâmica em ação que nos liga a outras pessoas do mundo: a sabedoria e providência de Deus operando por meio de Sua Palavra para realizar a Sua vontade.

Recebi alguns anos atrás uma carta de um homem que nunca havia encontrado; ela dizia que um bilhete que eu tinha enviado a um amigo próximo havia chegado até ele e o tinha encorajado num tempo de exaustão e sombrio desespero. O amigo a quem eu havia enviado o bilhete o enviou a outro amigo, este a outro ainda, e assim por diante, até chegar ao homem que finalmente me escreveu.

Pode ser que uma simples palavra oferecida com amor, guiada pela sabedoria de Deus e transportada para o alto nas asas do Espírito produza consequências eternas na vida de alguém.

Não devemos então encher-nos da Palavra de Deus e transmiti-la a outras pessoas com a oração de que Deus a usará para os Seus propósitos? (Isaías 55:11).

Como a flor desconhece o rumo de sua fragrância, desconhecemos o de nossa influência.

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A causa do Senhor

Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário

3 de fevereiro de 2012

A causa do Senhor

Dennis Fisher
Filipenses 1:12-18
…estou incumbido da defesa do evangelho. —Filipenses 1:16
Levítico 20–23

Charles Finney, um advogado de 29 anos de idade, estava preocupado com a salvação de sua alma. Em 10 de outubro de 1821, retirou-se para um local arborizado, próximo à sua casa, para um tempo de oração. Enquanto estava lá, teve uma profunda experiência de conversão, e escreveu: “O Espírito Santo […] pareceu atravessar meu corpo e minha alma […] Ele parecia vir e ir em ondas de líquido amor.”

No dia seguinte, ele recebeu um cliente que desejava ser legalmente representado. Finney lhe disse: “Tenho um compromisso com o Senhor Jesus Cristo para defender a causa dele e não posso defender a sua.” Ele abandonou a advocacia e dedicou-se ao ministério. Mais tarde, ele seria usado poderosamente por Deus para levar outras almas a Cristo.

O apóstolo Paulo também recebeu o chamado para defender a causa do Senhor. Ele escreveu: “…estou incumbido da defesa do evangelho” (Filipenses 1:16). Antigamente, a palavra traduzida como defesa era utilizada pelos advogados que pleiteavam seus casos na justiça. Todos os cristãos são chamados para compartilhar as maravilhosas boas-novas da graça salvadora de Deus. “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (2 Coríntios 5:20).

Que enorme privilégio ser usado por Deus para levar outros a Cristo!

As boas-novas de Cristo são boas demais para guardarmos para nós mesmos.

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